Bitcoin perde US$ 110 mil em meio a vencimento de opções e pressão de Wall Street
Uma semana de mais truques do FED por meio de mais uma operação twist nas mesas de operações dos bancos.
"Mais do mesmo".
Nada parece ter resolvido até agora; zilhões de dólares, euros, swaps cambiais, "operações twists" e o que continuamos a ver ?
A economia americana com reações tímidas no emprego; a Europa com taxas de desemprego recordes, bancos com problemas de solvência e nações endividadas, jogadas pro córner, recorrendo a financiamentos com taxas igualmente recordes para os títulos de longo prazo de 10 anos.
O Mundo, num entrelaçamento inevitável, sente o baque, e as commodities, mercadorias associadas normalmente a países emergentes, como o Brasil, simplesmente despencam numa velocidade alucinante.
A inércia de todo o quadro acima apenas retroalimenta negativamente todo o processo, formatando um futuro não muito distante nada animador; na verdade, para alguns países, um futuro negro.
Crédito, moedas, exportações e commodities pressionados, entre outros, formam o quadro sob o qual o mundo assiste e continuará assistindo uma das maiores desacelerações econômicas que já vivenciamos.
Essa é a parte fundamentalista da nossa "brincadeira".
A parte gráfica tenta moldar esses "fundamentos".
E o que tivemos de novo essa semana ?
O índice "VXX", um dos mais importantes espelhos de hedge e volatilidade do SP500, junto com o índice "VIX" , praticamente executa um fundo duplo perfeito no gráfico semanal, se levarmos em conta o gráfico em candle. A mínima anterior era de 15,57 e o mercado bateu na mínima essa semana em 15,76.
No entanto, se olharmos o gráfico "em linha", temos um fundo duplo perfeito como destacado abaixo.
O mais relevante é que o fundo duplo é marcado com fortíssima divergência altista de MACD e IFR14 como assinalado abaixo.
Na verdade, as divergências no gráfico semanal aparecem há cerca de 2 anos.
Portanto, o que vemos é uma sucessão de divergências altistas que, certamente, não são nada agradáveis no longo prazo.
O que quero dizer com isso ?
Um dia, acordaremos e veremos o mercado cair numa velocidade absolutamente "ABISSAL", acompanhado por uma volatilidade não muito diferente.
Como não sabemos que dia será esse, vamos tentar especular sobre o que pode estar diante de nós, para, pelo menos, "abrandar" a surpresa.
O fundo duplo está no gráfico abaixo:


O que podemos esperar no curto prazo ?
O fundo duplo acima sugere que o que vimos nos últimos dias nos mercados americanos foi apenas um repique forte, dentro de uma correção muito mais ampla.
Sugere também que a perna de baixa agora será muito mais forte do que a anterior de cerca de 150 pontos para o SP500, ou seja, 11%.
Isto é, deveremos ter uma queda, a partir do repique, maior do que 11%.
Tal fundo duplo do Índice "VXX" também sugere que o teste do SP500 essa semana em 1.363 pontos foi o topo do repique.
O gráfico abaixo, poderia ser um balizador para o fim da correção; a base do grande canal de alta, serviria como suporte final.
Esse ponto poderia ser algo entre 1.100 pontos e 1.150 pontos para o SP500, o que daria entre 15 e 20% de correção a partir de 1.363, ou, um total entre 19 e 22% de correção total a partir de 1.422 pontos.

Ressalta-se que o MACD no díário do SP500 ainda continua no modo compra; no entanto, a linha MACD no semanal está ainda cruzada na venda.
Como complemento, é possível ver abaixo os mercados brasileiro e europeu, com várias linhas interessantes para os possiveis repiques em curso
Todos os gráficos em escala linear:
DAX Alemanha
Gráfico diário, um teste "por baixo" numa LTB maior
Gráfico semanal, com um possível OCO, com MACD cruzado na venda


Londres
Gráfico diário, um teste "por baixo" numa LTB maior
Gráfico semanal, com divisor claro testado e com MACD cruzado na venda


CAC França
Gráfico semanal, com MACD cruzado na venda

Brasil
Gráfico diário, um teste numa LTB maior
Gráfico semanal, com o teste em divisor importante de 58 k "por baixo" e com MACD cruzado na venda


Índia
Gráfico diário, com teste em importante divisor, fechando a semana abaixo dele
